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Perfil do Associado
Juiz Volnei Celso Tomazini
Orgulho de ser um magistrado catarinense há 23 anos

Filho de comerciante, Volnei Celso Tomazini escolheu outro caminho. O pai queria dele um piloto de aviação, com carreira na Aeronáutica. Naquele tempo, o genitor era amigo do senhor Omar Fontana, dono da Sadia Aviação Aérea, e sempre nutriu uma grande admiração pelo transporte aéreo. “Entretanto, ele ficou surpreso quando lhe contei que pretendia cursar Direito”, recorda Tomazini. O magistrado colou grau em 1984, na FURB, em Blumenau. É o quarto filho de uma família composta de seis irmãos.

Hoje, juiz de Direito de Segundo Grau, ele atua na Câmara Criminal. Já passou por diversas cidades, como Campo Erê, São Lourenço do Oeste, Porto União, Concórdia, Itajaí e Florianópolis. Também já foi juiz no Tribunal Regional Eleitoral e exerceu a função de juiz corregedor.

“Após um breve período no exercício da advocacia, e incentivado por magistrados que atuavam em Chapecó, iniciei os estudos para o concurso”, explica, ao destacar que naquela época, o candidato tinha que ser auditada, pois cursos preparatórios eram raros, e não havia acesso fácil aos meios de comunicação, como atualmente. “Mesmo assim, após um ano de intensos estudos passei em três concursos públicos. Para o Tribunal de Contas, delegado de Polícia e, em 1990, para juiz de Direito”, enumera.

Outra atividade que sempre exerceu foi o magistério. Com exatidão, rememora quando começou a lecionar Educação Física em março de 1980, na Escola Estadual Carlos Techentin, no bairro Passo Fundo, em Blumenau, além de outras disciplinas do Ensino Fundamental. Depois, no Ensino Superior, foi docente na Universidade do Oeste de Santa Catariona (Unoesc) e Faculdade Estácio de Sá.  Atualmente, colabora na Escola Superior da Magistratura do Estado de Santa Catarina (ESMESC). “Fui professor de classe mesmo, de preparar aulas, elaborar planos de ensino e frequentar reuniões de professores”, evidencia.

Satisfeito e orgulhoso, ele destaca que as condições de trabalho oferecidas no Tribunal de Justiça são excelentes. “O Tribunal me proporcionou um ótimo aperfeiçoamento profissional” afirma. E completa que “não seria tão feliz e realizado em qualquer outro tribunal do país”.

Para ele, sem vocação é impossível seguir na carreira da magistratura. “É sacrificante. Passar por várias cidades do interior, depender de tempo, maturação, leitura e interpretação”, justifica. Tomazini precisa lidar com casos complexos, volumosos e complicados. Por isso, precisa estudar bastante, inclusive nos finais de semana. “Quando mais você avança na carreira, mais trabalho e responsabilidade você tem”, acredita.

“Durante esses 23 anos de magistratura sempre encontrei na minha esposa o apoio e o respaldo moral necessário para enfrentar qualquer adversidade”, reconhece. Casado com Rosângela Tomazini, ele é pai de uma jovem de 17 anos. Preocupada com o fato de o marido atuar na área criminal, ela percebe a extrema habilidade dele para promover a conciliação entre as partes. “Ele sempre abominou a subserviência sem ser deselegante. Prima pela autenticidade e transparência em tudo que faz”, elogia.

O magistrado lembra que é do tempo que uma sentença era feita, com muito empenho, na máquina de escrever. “Os meus alunos, com os recursos que tem, têm a obrigação de serem melhores do que a minha geração”, espera.

Sua outra paixão é o motociclismo. Com uma motocicleta supertrail de alta cilindrada, pelo menos uma vez por ano, viaja com amigos para o interior do país e, até mesmo, para o exterior. Para o futuro, ainda, quer estudar línguas estrangeiras para melhor se comunicar.

Depois de aposentado, vai retomar a inscrição na OAB/SC. Não para voltar ao exercício da advocacia apenas: quer atuar apenas perante o Tribunal do Júri e, sem pensar em remuneração, ajudar as pessoas sem condições financeiras para constituir um advogado.