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Perfil do Associado
Juíza Eliza Maria Strapazzon
“Entender dos nossos direitos e deveres era a minha busca”
por SUELEN ROCHA
 
Fazer Justiça. Essa é a motivação pela qual a Juíza Eliza Maria Strapazzon celebra os 22 anos de atuação como Magistrada no Estado Catarinense. “Ajudar o povo brasileiro, aplicar as leis e os bons costumes em benefício dos conflitos ajuizados”. O título honorífico de Cidadão Honorário, recebido em 2014 em Criciúma junto com outras 37 personalidades, reflete sua atuação em atividades que mereceram a aprovação da comunidade. 
 
A Magistrada nasceu em Videira, Oeste Catarinense, cidade conhecida pela vitivinicultura do Estado, e lá morou por toda infância e adolescência. Estudante em colégio de Freiras, Colégio Salvatoriano Imaculada Conceição, ainda não lhe passava à mente ingressar no Direito. 
 
A escolha pelo curso de Direito surgiu quando entrou com processo de separação judicial contenciosa. “Tinha elementos na época para pedir a anulação do meu casamento”, conta. A Magistrada foi orientada pelo advogado da época para entrar com a separação judicial e posteriormente converter em divórcio. “Meu interesse pelo Curso de Direito começou nessa época. Entender dos nossos direitos e deveres era a minha busca”. De lá pra cá, adquiriu um sentimento pelo Direito que nunca mais lhe abandonou. “Acho que todo cidadão deveria fazer Direito a fim de melhor se orientar na vida tanto profissional como educacional”.
 
A carreira iniciou quando passou no concurso para técnico judiciário auxiliar em Videira, onde assumiu na 2ª Vara Cível da Comarca. “Tinha somente uma vaga e eu passei em 1º lugar”, comemora. Nesse percurso contou com a colaboração de um grande Juiz, Vital Pereira do Santos, que autorizou sua disposição para Comarca de Blumenau a fim de trabalhar no fórum do município e fazer vestibular na Universidade Regional de Blumenau (FURB), no Curso de Direito, já que Videira não ofertava essa oportunidade.  
 
A Magistrada, que até então tinha formação no Curso Universitário de Ciências Contábeis, concluído em Videira, iniciou os estudos na Universidade Regional de Blumenau (FURB), no Curso de Direito. Com um ano de ingresso, solicitou transferência para a Universidade do Vale do Itajaí (UNIVALI). Os motivos da mudança foram os custos na universidade particular em Blumenau e os gastos com pagamento de aluguel. “Fui morar com uma tia em Balneário Camboriú e concluí o curso de direito em Itajaí”, conta. 
 
Após a formação, a Juíza fez uma nova mudança de cidade, agora para Florianópolis. A razão foi para fazer a Escola da Magistratura e trabalhar como assessora no gabinete do Desembargador José Roberge, no Tribunal de Justiça do nosso Estado. “Passei na segunda oportunidade que fiz a prova da magistratura graças aos brilhantes professores que tive na Escola da Magistratura, e ainda ao que aprendi com o Desembargador Antônio Fernando do Amaral e Silva e Desembargador José Roberge e todas as equipes correspondentes”,  relembra.
 
Foi em 1994 que ingressou na carreira de Magistrada. Inicialmente judicou na Capital, depois em Criciúma, retornando para Blumenau, e foi juíza substituta na região do Planalto Norte do Estado, que abrange as cidades de Mafra, Rio Negrinho, São Bento do Sul e Itaiópolis. A primeira Comarca que atuou foi em Coronel Freitas, como primeira juíza titular. Logo depois foi removida para Papanduva, seguindo também para Xanxerê e Chapecó. Atualmente está há quase 12 anos em Criciúma.
 
De muitas histórias que vivenciou durante sua atuação como Magistrada, relembra um caso polêmico ocorrido em Chapecó, no qual foram condenados quatro policiais civis pela prática do delito de tráfico de drogas. “Decisão essa que foi mantida em todas as instâncias”, destaca. Outra decisão importante foi a adoção de crianças para a Itália, caso que resolveu a situação de uma triste condição de uma família desestruturada que tinha seis filhos. “As crianças, um casal de gêmeos já com nove anos e um menor de um ano e meio, foram adotadas por um casal italianos”. 
 
Mais de uma década está sendo dedicada a unidade tributária de Criciúma, com usucapião e registros públicos. “Acredito que meu papel fundamental é ajudar a cidade de Criciúma a crescer, oportunizando muitas formas de conciliar os pagamentos dos débitos municipais e estaduais, além dos difíceis processos de recuperações judiciais, falências e insolvências civis”, destaca. Para a Juíza, sua maior preocupação em conciliar sempre foi de ajudar muito na prática dos mutirões permanentes de conciliação dos tributos de IPTU e diversos. Cita ainda as ações de usucapião, que solucionam os conflitos de terras, e as Retificações de Registros Públicos. “Estas muito ajuizadas nessa Comarca em virtude dos diversos pedidos de dupla cidadania italiana”.
 
A Juíza, que já foi homenageada com o título honorífico de Cidadã Honorária de Criciúma, pelas atividades prestadas como Magistrada, reconhece o papel do juiz como solucionador de conflitos. “Vocação em fazer o justo dentro da lei, no direito e no bom costume, resolvendo assim os infindáveis conflitos da população na busca de soluções adequadas. Equilíbrio é o que buscamos – JUSTIÇA”, assinala.