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Justiça aposta em laboratórios de inovação para aprimorar serviços

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O Poder Judiciário está apostando nos laboratórios de inovação para melhorar rotinas de trabalho e aumentar ainda mais a produtividade de magistrados e servidores da Justiça. Em âmbito nacional, a Associação dos Magistrados Brasileiros criou recentemente o Laboratório de Inovação (AMB Lab) e aqui em Santa Catarina o Tribunal de Justiça desenvolveu o Jud Lab. Os laboratórios promovem um ambiente de livre discussão sobre alternativas que possam aprimorar as atividades do Judiciário.

Na nova edição do Podcast Justiça em Ação, da Associação dos Magistrados Catarinenses (AMC), o diretor do AMB Lab, juiz cearense Ângelo Bianco, explica sobre o desafio de desenvolver um espaço de inovação para a magistratura brasileira. “O AMB Lab veio para disponibilizar conhecimento e possibilitar que a magistratura participe ativamente do processo de inovação”. 

Ângelo também explicou, durante o programa, que todo processo de inovação é feito por pessoas e para pessoas, por isso envolve novas tecnologias, mas principalmente soluções criativas simples para problemas diários. O advogado Ademir Picolli, autor do livro Judiciário Exponencial, também participou do podcast e concorda que a tecnologia não é o centro do processo de inovação. “Precisamos entender que a tecnologia faz parte, mas não é só isso. Inovar é apresentar melhorias e novas ideias, com soluções diferentes para o mesmo problema”, explica. 

Ouça o podcast diretamente no player ou clique aqui para ouvir no Spotify.

Durante o podcast, o juiz Bruno Salles, que participou da criação do Jud Lab, destacou que o Poder Judiciário tem um campo fértil para inovação. “Aqui temos, além das tecnologias, soluções criativas para que a gente supere os problemas do cotidiano junto com todos os colaboradores”. 

Atualmente, um processo inovador que chama atenção é o uso da inteligência artificial para realizar tarefas repetitivas e que não exigem interpretação do magistrado, ou seja, serviços automáticos que, quando feitos de forma manual, levam muito mais tempo.

“Essas alternativas permitem que o juiz, quando for se ater a uma decisão judicial, possa ler e decidir com muito mais tempo e qualidade, justamente porque não precisa fazer diversas tarefas repetidamente”, explica Ângelo. 

Os convidados destacaram a necessidade de ampliar o número de iniciativas como os laboratórios de inovação, que instiguem os servidores e magistrados a colaborar. “Esses ambientes servem para experimentar novas tecnologias e ideias, eles permitem o erro e dali saem soluções que de fato transformam o sistema de Justiça”, justifica Ademir. Bruno destaca que esses ambientes permitem a reunião de ideias criativas e inusitadas que auxiliam na resolução dos conflitos judiciais e, quando compartilhadas, melhoram os serviços jurisdicionais.

Iniciativa inovadora de juiz catarinense vence Prêmio Innovare

O juiz catarinense Emanuel Schenkel do Amaral e Silva, titular da 2ª vara da Fazenda Pública e vara regional de Execuções Fiscais de Blumenau, foi vencedor na 17ª edição do Prêmio Innovare na categoria Juiz. O anúncio da premiação foi feito ontem (1), em evento online. A prática vencedora tem por objetivo desafogar as demandas judiciais tributárias da cidade, com um sistema simplificado para pagamento de débitos de pequenos devedores. 

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